Eu, Flavia Virginia

Eu me chamo Flavia Virginia. Nasci em Maceió em 1972. Toda minha família vem de Alagoas, mas o meu núcleo familiar retirou em 1973 para o Rio de Janeiro, onde me criei. Eu gosto muito da minha vida; ela não corresponde a nenhuma normalidade, mas gosto muito, mesmo assim. 

Minha mãe é a Cida, a mulher mais prendada do Hemisfério Sul, e meu pai é o Djavan, esse artista incrível que todo mundo conhece (ou deveria conhecer — corra lá!). Eles me deram dois amores por irmãos, Max e João. E agora tenho ainda mais dois amorinhos, meus irmãos Sofia e Inácio, do segundo casamento do meu pai. 

De lavra própria tenho Tunis (Thomas), Laurinha e Mali, meus mais-que-amores-filhos. Tunis até me deu já um neto, Martín — tão bom ter neto, aconselho vivamente! É muito amor, entre nós. Moramos todos em São Paulo, cidade que sei-lá-porquê escolhi para ser minha há mais de vinte anos.

Desde muito cedo eu nutri um amor pelos temas transcendentais, por aquilo que nos ultrapassa, pelo mais. Sou inteiramente inconformada com os confinamentos da forma, do saber, do entender, do expressar. Não creio em finitudes, não consigo. Para mim, nada está acabado. Temos preferências, mas nada traduz tudo — para isso mesmo está o conhecer, presente maior que há. Em 1994, depois de passear por muitas formas transcendentais diferentes, eu me converti ao judaísmo. Vivi nele as coisas mais importantes da vida adulta: casamento, filho, morte, amor. Estudo com reverência principalmente seus textos sagrados, todos os dias aprendo um pouquinho. 

Durante muitos anos eu me entendi exclusivamente cantora e compositora. Fiz muitos trabalhos, ora shows, ora gravações, até dois cds próprios. Mas, como sempre esteve presente comigo também a vontade de transmitir elementos mais do que musicais, fui fazendo isso de diversas maneiras: programas de rádio, cursos, palestras, consultorias. Lendo, estudando, ensinando, escrevendo. Cantando, calando. E assim é como tem sido minha vida. 

Há alguns anos fui me voltando mais e mais para o estudo do judaísmo, que foi me chamando de maneira mais profunda, mais espiritual, mas também mais intelectual e que está calcada no tipo de amor tão único à religião e ao fenômeno da fé. Fui me apaixonando pela nossa vastíssima biblioteca, que entendo hoje como um campo que registra o testemunho de um povo e seu desenvolvimento ao longo de milênios. 

Estou neste caminho agora mesmo: me especializando em Estudos Bíblicos, iniciando com um grupo de amigos um beit midrash (casa de estudos onde se reza, sinagoga onde se estuda) — o Beit Midrash Massoret, onde oficio o serviço, crio uma grade de estudos, ensino, aprendo.

 

Acredito muito que a vida fica mais plena quando a vivemos com consciência. Quando reconhecemos o que amamos e nos damos o direito a isso. Nos últimos tempos, tenho ainda usado o canto, que sempre foi meu instrumento, para que ele ajude as pessoas no exercício da sua conexão. Tenho isso em mente quando canto no Massoret, mas também faço isso em seções individuais, num trabalho que chamo Encontro Primordial

Estou feliz. Levei muitíssimos anos para abrir todas as portas da minha vida para o mesmo hall. Foi tudo difícil, são interesses diversos num mundo que nem sempre estimula a conexão interna das portas. Hoje, estou pronta para me apresentar com essa pluralidade a todos aqueles que venham até mim. É isso aí mesmo. Muito prazer, meu nome é Flavia Virginia.

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Acauã Novais, Chilala Moco, Marcílio Godoi, Mari Bonfanti, Mariana Álvarez, Naif Nogueira

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