Livro-Mãe

2001
Gravadora: Jam Music
Produção: Flavia Virginia

1997

Quando eu achei que era hora de gravar meu primeiro cd, ensaiei muito com os músicos que primeiro produtor, Sergio Hinds, de "O Terço", arregimentou para mim: Beto Corrêa (teclados), Max Robert (baixo), Daniel Baeder (bateria). Se juntaram a nós Ednaldo Inácio (flauta e sax), Cláudio Cambé (trumpete) e Eloy Porto Neto (trombone). Edu Luke veio fazer guitarra e vocais com a gente. Cada um era de um canto do Estado de São Paulo, uma aventura nas estradas.

 

Eu achava que era fundamental encontrar um som, primeiro, então, fizemos mesmo muito es ensaios. Era uma coisa ótima, eu adorava ensaiar porque me sentia num laboratório, brincando de criar com pessoas que eu adorava, todos também se descobrindo enquanto músicos. Eu queria traduzir pelo menos uma parte de tudo o que vinha fermentando dentro de mim há muitos anos, desde sempre. Era bem difícil, um processo de adaptação e conciliação entre o que está dentro e o que, por fim, se materializa. Mas o clima dessas descobertas era muito bom, então, no final dava tudo certo, de um modo ou de outro. Aprendi logo que a vida é processo e  processo.

Eu montei o repertório do cd baseada nos 4 elementos. Mesmo sendo uma idéia meio clichê, eu sentia que ela costurava bem o que eu queria transmitir. Minha coisa não era – nunca foi – só a música pela música; eu acreditava que havia uma "comunicação de mundos diversos" para fazer através da música. Isso é o que eu estava tentando de verdade. 

Escolhi músicas que representassem o máximo possível tudo o que eu já tinha passado – acreditava que meu trabalho tinha sempre que ser autoral. Peguei músicas que compus quando tinha uns 16 anos, logo das primeiras, até as mais atuais.  

E também me pareceu muito importante dialogar com os novos nomes da minha geração. Chamei todo mundo que pude para vir comigo: Mart'nália, Jair Oliveira, Max de Castro, Paula Lima, Jay Vaquer, meus irmãos, claro. Papai cantou uma canção e tocou em outra.

 

O trabalho se estendeu por milênios, mudança de produtor, de estúdios, de condições. No final, ficou mais produzido por mim que pelos outros que passaram por ele. Eu gosto muito do resultado até hoje, acho que ele é legítimo, acima de tudo.

 

Uma lembrança especial para mim é o Petch Calasans, nosso primeiro técnico de som. The fofest.  

O cd foi lançado em 2001, no saguão do então Tom Jazz (agora, HSBC Hall). Tive as participações do meu irmão Max Viana e do meu pai, Djavan.

Diálogo

FOTOS

Acauã Novais, Chilala Moco, Marcílio Godoi, Mari Bonfanti, Mariana Álvarez, Naif Nogueira

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