• Flavia Virginia (letra) & Djavan (música) | Novena

Avô


E se eu parar de tomar pra sempre sundae e não amar Lévi/Strauss em seu enleio? Se eu achar démodé, quem serei? E se tiver tudo chato e o céu for feio e eu decidir que, Chopin, não solfejarei? Se eu fizer um ar blasé, quem serei? Quando eu for, saberei.

Como eu era um homem longe do que sou preocupado em me mostrar capaz... Nem que eu queira, hoje posso ser tal rapaz. Não sou mais, não sou mais, não sou mais não sou mais, enfim.. nem mesmo o que eu serei, sou não sou mais, não sou mais.

E no balaio da construção de um homem revejo os moldes e as massas que eu já usei pois viver é reviver, hoje eu sei quem eu for, já encontrei... E de quebra a experiência me ensinou: é preciso juventude para que eu me torne avô É preciso juventude!

Quem me dera tê-la intacta a cada era como uma flor que, algum dia, alguém espera em outra porta que o futuro preparou.


4 visualizações

Textos

FOTOS

Acauã Novais, Chilala Moco, Marcílio Godoi, Mari Bonfanti, Mariana Álvarez, Naif Nogueira

CONTATO

Avenida São João, 313/2. andar . Centro . 01035-000 . São Paulo-SP . Brasil

55 11 9 6842-0340   |   flaviavirginia@flaviavirginia.com.br

COPYRIGHT

© 1972-2972 Flavia Virginia. Todos os direitos reservados.