TODA ORGANIZAÇÃO VIVE UMA HISTÓRIA.
Uma organização conhece os fatos da sua trajetória: o que construiu, o que mudou, o que perdeu, o que conquistou, os momentos em que cresceu, se dividiu, precisou escolher ou começar de novo.
Mas há outra pergunta possível: que história esses acontecimentos contam quando são vistos juntos?
Este trabalho começa aí.

HISTÓRIAS ANTIGAS, EXPERIÊNCIAS PRESENTES
Há milhares de anos, pessoas contam histórias sobre fundação e ruptura, crescimento e escassez, conflito e aliança, travessia, dispersão, sucessão, exílio, retorno e reconstrução.
Muitas dessas histórias foram preservadas nos textos da Civilização Bíblica: um repertório antigo, sagrado e extraordinariamente humano.
O trabalho não procura encaixar uma organização numa dessas narrativas. O caminho é o contrário: parte da história concreta da organização para encontrar, nesse repertório, uma narrativa capaz de fazê-la aparecer sob uma nova luz.
PROCESSO
ESCUTA
Uma conversa estruturada e materiais essenciais permitem reconstruir o momento vivido pela organização.
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LEITURA
Os acontecimentos deixam de ser vistos isoladamente e começam a revelar relações, tensões, recorrências e um arco narrativo.
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CONSTRUÇÃO
A partir desse arco, procuro no repertório antigo uma história que possa entrar em relação com a história presente e construo uma leitura específica para aquele grupo.
3
EXPERIÊNCIA
Essa leitura retorna à organização em forma de palestra ou experiência coletiva: não como resposta sobre o que ela deve fazer, mas como uma nova maneira de enxergar o que viveu e o lugar em que está.
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UM EXEMPLO DE LEITURA: BABEL
Uma organização cresce. Novas áreas aparecem, novas pessoas chegam, as estruturas se multiplicam. Aquilo que antes podia ser resolvido numa conversa passa a depender de muitas linguagens, muitos grupos e muitas formas de compreender o mesmo trabalho.
Uma experiência como essa poderia ser colocada em relação com a narrativa de Babel.
Lida para além da conhecida associação com a ambição de construir uma torre, Babel permite pensar as relações entre construção, escala, linguagem, coordenação e dispersão e observar sob outra perspectiva o que acontece quando construir juntos deixa de significar compreender juntos.
UMA HISTÓRIA DEVOLVIDA AO GRUPO
O resultado é uma palestra ou experiência construída para aquela organização e para aquele momento.
A narrativa antiga funciona como um terceiro lugar: permite reconhecer conflitos, conquistas, impasses e transformações sem reduzir a experiência a um diagnóstico ou a uma fórmula.
Não se trata de descobrir “qual personagem bíblico sua empresa é”. Nem de prescrever qual deve ser seu próximo passo.
Trata-se de tornar novamente visível uma história que, enquanto estava sendo vivida, talvez só pudesse ser percebida em partes.
A EXPERIÊNCIA
Palestra ou experiência coletiva, presencial ou online, criada a partir de uma conversa inicial e da história concreta da organização.
Pode integrar encontros de liderança, cultura, encerramentos e aberturas de ciclo, confraternizações e outros momentos em que um grupo queira olhar para a experiência que construiu em comum.
Não é uma atividade religiosa e não exige familiaridade com os textos bíblicos. As narrativas são trabalhadas como parte de um antigo repertório da experiência humana.

PROJETO
HISTÓRIAS ANTIGAS PARA LER O PRESENTE
Uma experiência para organizações criada a partir das histórias que elas vivem

